Fonte: O Globo
A dependência que a economia do Brasil tem das estradas federais é inversamente proporcional às condições em que elas se encontram.
A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou semana passada um estudo sobre o setor.
O diagnóstico aponta que as rodovias transportam 61% da carga que circula pelo país, mas 65% delas estão em estado ruim ou péssimo. Isso implica custos 28% mais elevados ao setor produtivo — percentual que pode chegar a 40,6% na Região Norte.
Apesar disso, os investimentos são poucos e estão atrasados.
O estudo “Rodovias Brasileiras: Gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro” revela que 70% das intervenções previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor estão fora do cronograma.
Além disso, o plano federal prevê aporte de recursos muito aquém do necessário. Segundo o estudo, o PAC previu para as rodovias R$ 23 bilhões do Orçamento federal no biênio 2008-2009, uma parcela mínima ante a necessidade de investimentos de R$ 183 bilhões, nos cálculos do Ipea.
E o aumento de investimento ocorrido nos últimos anos (grande parte em ações privadas em estradas concedidas) não foi suficiente para melhorar a situação.
Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2009, 69% das estradas brasileiras estavam péssimas, ruins ou regulares. O estudo analisou 89.552 quilômetros de estradas, 84% delas mantidas pelo poder público
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